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O relacionamento mais importante das nossas vidas ...

30 de set.
5 min de leitura


Um novo " RITMO " para a saúde, para a consciência, para a autonomia e a para a forma como escolhemos viver.

Chegámos ao final da primeira temporada do Podcast RITMO — “Perimenopausa — o quadro completo”. O podcast RITMO vai fazer uma pausa — por agora.

Voltamos em novembro, com novas conversas e novos temas.


Mas esta viagem não vai parar.


Ao longo dos últimos dois meses fomos olhando para esta fase da vida da mulher a partir de diferentes ângulos: hormonas, metabolismo, intestino, cabelo, pele, sono, recuperação, sistema nervoso e, finalmente, autocuidado e resiliência.

Trouxemos uma visão mais completa do que está a acontecer no corpo feminino nesta fase da vida, especialmente entre os 40 e os 50 anos.

Foi uma viagem pelo corpo, mas também uma forma de perceber uma coisa essencial:

não funcionamos em compartimentos.Tudo está ligado.





Outubro vai trazer uma nova fase de educação para a saúde feminina.

Uma nova forma de olhar para aquilo que significa viver com mais consciência, autonomia e ritmo.

Porque, se queremos cuidar verdadeiramente da nossa saúde, talvez seja importante começar por olhar para aquilo que está na base de muitas das nossas escolhas, dos nossos comportamentos e da forma como lidamos com aquilo que a vida nos traz.

E é aqui que quero abrir uma nova conversa.


As fundações também precisam de ser cuidadas

Podemos falar de alimentação.

De movimento.

De sono.

De hormonas.

De composição corporal.

De metabolismo.

De recuperação.

Tudo isto importa.


Mas existe uma dimensão que atravessa todas estas áreas e que, muitas vezes, deixamos para segundo plano:

a forma como pensamos, sentimos, reagimos e nos relacionamos connosco próprias.


É aqui que entram palavras como mindset, inteligência emocional, mindfulness, resiliência e neuroplasticidade.

Palavras que ouvimos cada vez mais, mas que quero trazer para um lugar muito mais concreto.

Para a vida real.


Para aquilo que acontece quando temos medo.

Quando erramos.

Quando nos sentimos frustradas.

Quando precisamos de tomar uma decisão.

Quando alguém ultrapassa um limite.

Quando carregamos problemas que não são nossos.

Quando queremos mudar alguma coisa, mas não sabemos por onde começar.

Quando o nosso cérebro parece insistir nos mesmos pensamentos e padrões.

E quando percebemos que talvez não precisemos de ser sempre mais fortes.

Talvez precisemos de aprender a funcionar de outra maneira.


Vamos falar sobre aquilo que podemos treinar

Vamos falar sobre mindset — não como pensamento positivo, mas como a forma como interpretamos aquilo que nos acontece e como essa interpretação pode influenciar as nossas respostas e escolhas.


Vamos falar sobre medo.

Porque aquilo que evitamos pode crescer dentro de nós e porque, quando aprendemos a enfrentar os nossos medos com consciência e estratégia, podemos descobrir que eles não são tão grandes quanto pareciam.

Quando enfrentamos os nossos medos, eles podem encolher. E nós crescemos.

Vamos falar sobre erros e frustração.

Sobre aprender em vez de ficar presa ao que correu mal.

Sobre procurar soluções.

Sobre ajustar a rota.

Sobre perceber que cometer um erro não precisa de se transformar numa identidade.


Vamos falar sobre controlo.

Sobre aprender a distinguir aquilo que está nas nossas mãos daquilo que não está.

Porque há uma quantidade enorme de energia que gastamos a tentar controlar pessoas, situações e acontecimentos que nunca estiveram verdadeiramente sob o nosso controlo.

E talvez proteger a nossa energia também seja uma forma de cuidar da nossa saúde.


Vamos falar sobre inteligência emocional e mindfulness.

Sobre aprender a reconhecer aquilo que sentimos sem sermos obrigadas a reagir imediatamente.

Sobre criar espaço entre aquilo que acontece e aquilo que fazemos com o que acontece.

Vamos falar sobre limites.

Sobre aprender a dizer não sem agressividade.

A discordar sem atacar.

A proteger o nosso espaço sem precisar de entrar em guerra com o espaço dos outros.

Vamos falar sobre processamento emocional.

Sobre aquilo que acumulamos.

Sobre emoções que não tivemos tempo, espaço ou ferramentas para compreender.

Sobre aquela pergunta que pode ser desconfortável, mas tantas vezes necessária:

Isto é meu para carregar?


E vamos falar sobre neuroplasticidade.

Sobre a capacidade que o cérebro tem de aprender e de se adaptar.

Sobre o facto de que continuar a envelhecer não significa deixar de poder aprender, mudar padrões, desenvolver capacidades ou criar novas formas de responder à vida.

Vamos falar sobre como podemos treinar o cérebro.

A atenção.

A flexibilidade.

A memória.

A capacidade de parar antes de reagir.

A capacidade de procurar soluções.

A consciência emocional.

E vamos trazer isto para o terreno onde gosto de estar:

a prática.

Pequenos exercícios.

Pequenas rotinas.

Pequenas mudanças que possam ser integradas na vida real.

Sem perfeccionismo.

Sem mais uma lista impossível de cumprir.

Sem transformar autocuidado numa nova obrigação.


E, no fundo, vamos falar de longevidade

Não apenas de viver mais anos.

Mas de como queremos viver esses anos.

Com saúde.

Com autonomia.

Com capacidade de decisão.

Com relações que façam sentido.

Com um corpo que conseguimos compreender melhor.

Com uma mente que continuamos a estimular.

Com espaço para mudar.

Com espaço para descansar.

Com espaço para continuar a descobrir quem somos.

Porque a segunda metade da vida não precisa de ser apenas uma fase de adaptação ao que está a mudar.

Pode também ser uma fase de construção.

De aprendizagem.

De escolha.

De maior consciência.

E talvez seja por isso que a saúde mental precisa de estar no centro desta conversa.

Não como um tema separado do resto.

Mas como parte das fundações.

Porque aquilo que pensamos, sentimos e carregamos também influencia a forma como cuidamos de nós.


Por onde começamos?

Podemos começar por aprender mais.

Por observar.

Por questionar.

Por perceber o que está sob o nosso controlo e aquilo que precisamos de aprender a deixar ir.

Podemos começar a treinar o cérebro.

A reconhecer emoções.

A estabelecer limites.

A enfrentar medos.

A procurar soluções.

A recuperar.

A escolher melhor onde colocamos a nossa energia.


Mas talvez exista um ponto ainda mais importante.

Começamos pela relação que temos connosco próprias.

Porque essa relação acompanha tudo o resto.


A forma como falamos connosco quando falhamos.

A forma como tratamos o nosso corpo quando ele muda.

A forma como nos alimentamos.

A forma como descansamos.

A forma como lidamos com o stress.

A forma como dizemos sim.

A forma como dizemos não.

A forma como pedimos ajuda.

A forma como enfrentamos aquilo que nos assusta.

E a forma como nos permitimos simplesmente estar.


Talvez seja esta uma das grandes aprendizagens que a vida nos oferece:

não precisamos de estar permanentemente a corrigir-nos.


Precisamos de nos compreender melhor.

De aprender.

De ajustar.

De crescer.

E de construir uma relação connosco que seja suficientemente forte para nos acompanhar em todas as fases da vida.


É esse o novo caminho que vamos começar a percorrer no RITMO.

Não para substituir tudo aquilo de que já falámos.

Mas para ir mais fundo.

Porque educar para a saúde não é apenas ensinar o que devemos comer, quanto devemos mexer-nos ou como funciona uma determinada hormona.

Educar para a saúde é dar conhecimento às pessoas para compreenderem melhor a sua realidade e participarem mais ativamente nas decisões que lhes dizem respeito.

E, para mim, isso também significa aprender a conhecer a mulher que existe por trás dos sintomas, dos números, dos objetivos e das listas de coisas para fazer.


A mulher que pensa.
Que sente.
Que escolhe.
Que muda.
Que erra.
Que aprende.
Que cresce.
E que continua a construir a sua vida.

Porque, no fundo, há uma relação que estará sempre presente em todas as outras: o relacionamento que tens contigo mesma!


Acredita; o relacionamento mais importante que tens na tua vida é aquele que tens contigo mesma. E isto não é dito com egoísmo, ou soberba! É dito com verdade!


É por aqui que vamos começar em outubro...


E é por aí que quero continuar a caminhar contigo.

Para a semana voltamos aqui; espero por ti!

Sempre no Ritmo certo!


 
 
 

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