Erro #4 da Perimenopausa: Não REGULAR Açúcar no SANGUE
- Teresa Radamanto
- 8 de jul.
- 2 min de leitura
A quarta coisa que vejo constantemente mulheres a fazer de forma errada na perimenopausa é não prestar atenção ao açúcar no sangue — ou achar que isso não lhes diz respeito porque “não são diabéticas”.
Grande parte dos conselhos sobre gestão de peso gira à volta de calorias, exercício e hormonas. Mas o açúcar no sangue é um dos maiores pilares da saúde metabólica e hormonal na perimenopausa.
O estrogénio tem um papel muito importante na forma como o corpo utiliza a insulina e regula a glicemia.
À medida que o estrogénio começa a oscilar na perimenopausa, o corpo torna-se menos sensível à insulina. Ou seja, mais resistente à insulina.
Isso significa que o corpo tem mais dificuldade em retirar o açúcar da corrente sanguínea.
Mais uma vez, a insulina é como a chave que abre a célula para deixar entrar o açúcar.
Quando essa chave já não funciona tão bem, o açúcar continua a circular no sangue e, com o tempo, precisa de ser armazenado em algum lado — e acaba muitas vezes armazenado sob a forma de gordura.

Também podes notar sinais de instabilidade do açúcar no sangue, como:
· sentir tremores ou irritabilidade quando passas muito tempo sem comer
· desejos intensos por açúcar ou cafeína durante a tarde
· quebras de energia ao longo do dia
· alterações no sono
Podes até notar que acordas mais vezes durante a noite.
Claro que isso pode ter várias causas na perimenopausa, mas o açúcar no sangue pode certamente ser uma delas.
Por isso, se sentes que estás a ganhar peso nesta fase, em vez de te focares apenas em calorias e exercício, começar pela estabilidade da glicemia é um excelente ponto de partida.
E isso significa:
· comer proteína em todas as refeições
· ter uma abordagem “proteína primeiro”
Quando comes primeiro a proteína no prato, isso ajuda a abrandar a libertação da glicose da refeição para o sangue, evitando picos demasiado rápidos.
E isso é importante porque, quando o açúcar sobe muito rapidamente, o corpo liberta grandes quantidades de insulina, o que pode desencadear desequilíbrios de glicemia mais tarde — tanto depois da refeição como ao longo do resto do dia.
É apenas mais uma das muitas razões pelas quais a proteína é tão importante nesta fase da vida.
Mais uma vez, voltamos à ideia de refeições equilibradas:
· proteína
· fibra
· gorduras saudáveis
· hidratos de carbono integrais e reais
E também evitar passar demasiadas horas sem comer.
Talvez já tenhas ouvido falar de jejum intermitente — ou até experimentado.
Claro que existem exceções para tudo, mas a minha opinião muito firme é que, para a maioria das mulheres na perimenopausa, não recomendo jejuns superiores a 12 horas.
Vi demasiadas vezes esta estratégia correr mal e já acompanhei muitas mulheres a lidar com as consequências disso para a recomendar como primeira abordagem.
Quando o açúcar no sangue se torna mais estável, cria-se um ambiente muito mais favorável — não apenas para o metabolismo, mas também para o equilíbrio hormonal.
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