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Proteger a nossa energia também é saúde...

14 de out.
4 min de leitura


O que está sob o nosso controlo, o que não está e como aprender a escolher melhor onde colocamos a nossa energia.


Há uma pergunta que vale a pena fazer com mais frequência:

Isto está sob o meu controlo?


Parece simples.

Na prática, pode mudar muita coisa.


Porque passamos uma quantidade enorme de tempo a pensar no que os outros fazem, dizem ou pensam. A tentar antecipar acontecimentos. A repetir conversas na nossa cabeça. A tentar prever o que pode acontecer.

E, sem percebermos, vamos gastando energia em coisas sobre as quais temos muito pouco ou nenhum poder de decisão.


A verdade é que não controlamos tudo o que acontece.

Mas podemos aprender a distinguir melhor aquilo que está nas nossas mãos daquilo que não está.


O que está sob o nosso controlo?

Não controlamos o comportamento dos outros.

Não controlamos aquilo que pensam de nós.

Não controlamos todas as circunstâncias.

Não controlamos o que já aconteceu...


Mas podemos escolher onde colocamos a nossa atenção.

Podemos decidir como respondemos.

Podemos escolher quando vale a pena agir.

E podemos decidir onde vale a pena gastar a nossa energia.

Quando alguma coisa nos está a consumir, talvez valha a pena perguntar:

O que posso realmente fazer em relação a isto?

Se existe alguma coisa que podemos fazer, agimos.

Se não existe, talvez seja altura de deixar de gastar energia a tentar controlar o que não podemos mudar.


Não significa desistir.

Significa distinguir ação de preocupação.


E onde estamos a gastar a nossa energia?

Esta é outra pergunta importante.

Porque nem tudo aquilo a que damos atenção merece a mesma quantidade de energia.


Há situações que exigem ação.

Outras exigem paciência.

Outras simplesmente precisam de tempo.


E há preocupações que se repetem dentro da nossa cabeça sem nos aproximarem de solução nenhuma.


Passamos horas a antecipar conversas, a imaginar cenários, a pensar no que deveríamos ter dito ou feito.

E tudo isso também consome energia.


Por isso, proteger a nossa energia não significa fugir do que é difícil.

Significa aprender a perceber onde a nossa energia está realmente a produzir alguma coisa — e onde está apenas a ser desperdiçada.


E depois existe a frustração...

Nem sempre conseguimos aquilo que queremos.

Nem sempre as coisas acontecem como planeámos.

Nem sempre as pessoas respondem como gostaríamos.

A frustração faz parte da vida.


O problema não é senti-la.
É ficarmos presas nela.

Quando alguma coisa não corre como esperávamos, podemos parar e perguntar:

O que posso aprender com isto?

O que posso fazer de diferente?

Preciso de mudar de estratégia?

Ou preciso simplesmente de aceitar que esta situação não depende de mim?


Aprender a lidar com a frustração não significa aceitar tudo passivamente.


Significa conseguir olhar para o que aconteceu e encontrar uma forma de seguir em frente sem gastar energia indefinidamente naquilo que já aconteceu.


Às vezes, a solução não está em insistir mais.

Está em ajustar a rota.


Proteger a energia vital

Esta questão torna-se particularmente importante à medida que avançamos na vida.

Para muitas mulheres depois dos 40, alterações no sono, no stress, nas hormonas e na capacidade de recuperação podem fazer com que a margem disponível não seja exatamente a mesma de alguns anos antes.


Isto não significa que sejamos menos capazes.

Significa que talvez tenhamos de aprender a utilizar os nossos recursos de forma mais inteligente.


Durante muito tempo, confundimos força com capacidade de aguentar.

Aguentar mais.

Fazer mais.

Resolver mais...


Hoje podemos fazer uma pergunta diferente:

Preciso mesmo de gastar energia nisto?


Porque proteger a nossa energia também é saúde.

É perceber o que merece a nossa atenção.

É escolher onde agir.

É aceitar aquilo que não podemos mudar.

É aprender com a frustração sem ficar a viver dentro dela.

E é criar espaço para aquilo que realmente nos alimenta e nos ajuda a recuperar.

Não se trata de fazer menos por toda a gente.

Trata-se de deixar de gastar tudo à custa de nós próprias.


Na prática: começa por observar

Não precisas de mudar a tua vida inteira.


Experimenta começar por estas perguntas:

1. Isto está sob o meu controlo?Se sim, qual é a ação concreta que posso tomar? Se não, o que posso escolher controlar na minha resposta?

2. Onde estou a gastar energia sem necessidade?Identifica uma preocupação, situação ou tarefa que está a ocupar demasiado espaço sem produzir uma solução.

3. O que me está a frustrar?Em vez de ficares apenas na frustração, pergunta: o que posso aprender, mudar ou aceitar?

4. Onde vale a pena colocar a minha energia?Pensa nas pessoas, atividades e áreas da tua vida que realmente merecem a tua atenção.

5. O que me ajuda a recuperar?Sono, movimento, alimentação, natureza, silêncio, criatividade, relações, tempo sem estímulos. Percebe o que funciona para ti e protege esse espaço.

6. No final do dia, pergunta:Onde gastei a minha energia hoje? E onde gostaria de a ter colocado?


Experimenta!

Não para te julgares.

Para começares a escolher.


Porque proteger a nossa energia não é controlar tudo.

É aprender a distinguir o que merece a nossa energia daquilo que não merece.

E essa também é uma forma de cuidar de nós.


Até à próxima semana!

Sempre, no Ritmo certo!


 
 
 

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