Erro #2 da Perimenopausa: Evitar Hidratos de Carbono
Outro erro que vejo com frequência — e este é muito pessoal para mim, porque eu própria fiz isto — é evitar hidratos de carbono.
Desenvolvi um enorme medo dos Hidratos durante todos os meus 20's e começo dos 30.
Sempre que notava aumento de peso, essa era a primeira “alavanca” que tentava puxar. Assumia automaticamente que os hidratos eram o problema.
Começava a cortar fruta, hidratos mais ricos em amido como batatas — Deus nos livre — arroz e outros cereais, e passava para uma alimentação muito mais low carb, especialmente durante a semana!!!
E não só isso me fazia sentir péssima, como também não era sustentável.
Levava-me a episódios de compulsão alimentar e nem sequer era eficaz no objetivo que eu queria atingir. Pelo contrário, fazia muitos dos meus sintomas piorarem.

E isto não é surpreendente, porque os hidratos de carbono não são apenas uma fonte de energia.
Eles desempenham um papel muito importante no apoio a várias hormonas que influenciam o metabolismo.
Por exemplo, os hidratos ajudam a regular o cortisol — novamente, a hormona do stress.
Quando a ingestão de hidratos é demasiado baixa, especialmente numa fase em que o açúcar no sangue já tende a ser mais instável (algo muito comum nesta fase da vida), o corpo compensa aumentando a produção de cortisol para ajudar a manter a glicemia estável.
E isso não é “mau”. É um mecanismo de sobrevivência. Ajuda o corpo a funcionar.
O problema surge quando isto se torna crónico e o cortisol permanece elevado durante demasiado tempo.
É aí que podem aparecer problemas como:
· aumento da gordura abdominal
· pior qualidade de sono (foi enorme no meu caso)
· mais desejos por comida
· maior dificuldade em perder peso
Porque, mais uma vez, o corpo entra num modo de poupança de energia para preservar recursos.
Os hidratos de carbono também ajudam a apoiar a função da tiroide, que é o grande regulador do metabolismo.
A tiroide ajuda a controlar a forma como o corpo utiliza energia. Quando a ingestão de hidratos é demasiado baixa, o corpo abranda para conservar energia.
E isso não afeta apenas o metabolismo.
Afeta também:
· a digestão
· a circulação
· a saúde da pele
· a capacidade de ganhar massa muscular
No meu caso, afetou muito a capacidade de construir músculo, o que teve um enorme impacto no metabolismo e na composição corporal.
Sem energia suficiente, era como tentar acelerar um carro com um pé no acelerador e o outro no travão ao mesmo tempo.
Isso não funciona — e acaba por “avariar o carro”. A minha autoimunidade agravou-se por isso.
Por isso, em vez de eliminar hidratos ou reduzi-los em excesso, a abordagem mais equilibrada é escolher os tipos certos de hidratos e garantir que estão bem integrados na alimentação.
Fontes de hidratos que adoro para mulheres na perimenopausa incluem:
· fruta (especialmente frutos vermelhos)
· batata branca
· batata-doce
· legumes de raiz
· cereais integrais ( em alguns caso é melhor não ingerir)
· feijão e lentilhas ( em alguns casos é melhor não ingerir)
E é engraçado pensar que tive medo de batatas durante tanto tempo, quando elas são riquíssimas em nutrientes e me fazem sentir tão bem.
Além disso, quando as batatas são cozinhadas e depois arrefecidas, desenvolvem algo chamado amido resistente, que também é ótimo para o intestino.
Embora todos estes alimentos sejam hidratos de carbono, eles podem apoiar bastante a estabilidade do açúcar no sangue — especialmente quando são combinados com proteína.
Quando os hidratos são usados da forma certa, deixam de ser algo a temer e passam a ser uma ferramenta poderosa para a saúde metabólica.
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