Erro#3da Perimenopausa: Apostar apenas no CARDIO
- Teresa Radamanto
- 1 de jul.
- 3 min de leitura
O terceiro erro que vejo repetidamente na perimenopausa — e mais uma vez algo com que eu própria lidei há alguns anos — é fazer demasiado cardio.
Quando o número na balança sobe ou a roupa começa a apertar, a reação natural é tentar queimar mais calorias.
Eu conheço bem essa sensação. Durante os meus 30’s conseguia dar conta de treinos Full Body Cardio HITT , corrida e afins; mas após os 43 entendi que a abordagem deveria ser diferente.

O problema de apostar nas formas de Cardio que nos “massacram” ( risos) é que na perimenopausa o corpo está a lidar com grandes oscilações hormonais e bastante stress metabólico.
Por isso, quando adicionas cardio intenso em excesso — especialmente se já estás a comer pouco e a restringir calorias — podes empurrar o corpo ainda mais para um estado de stress.
E, como já falámos, isso pode aumentar os níveis de cortisol, levando o corpo a querer armazenar ainda mais gordura, especialmente na zona abdominal.
Além disso, excesso de cardio pode trabalhar contra uma das maiores ferramentas que temos para melhorar o metabolismo à medida que envelhecemos: a massa muscular.
A partir dos 30 e 40 anos, o corpo perde músculo naturalmente. Se continuarmos a fazer sempre o mesmo tipo de treino e não desafiarmos o corpo progressivamente, torna-se cada vez mais difícil manter — quanto mais construir — massa muscular.
E o músculo é essencial porque ajuda a regular:
· o metabolismo
· o açúcar no sangue
· a sensibilidade à insulina
Por isso, se os teus treinos estão focados apenas em queimar calorias em vez de construir resistência muscular, torna-se muito mais difícil manter um metabolismo forte.
Assim, em vez de uma abordagem “cardio apenas”, a estratégia mais favorável nesta fase é priorizar o treino de resistência.
Isto significa usares o teu peso; halteres ou elásticos.
E isso faz-se de forma intencional:
· aumentando gradualmente
· desafiando o músculo um pouco mais a cada treino
É isso que constrói músculo. Isso e o descanso apropriado e um sono restaurador.
Construir e manter massa muscular melhora a sensibilidade à insulina.
A insulina é como uma chave que abre a porta para que a glicose entre nas células e possa ser utilizada como energia.
E queremos que as células sejam muito sensíveis à insulina, porque isso apoia a saúde metabólica e facilita a regulação do peso ao longo do tempo.
O cardio tem seu lugar — sem dúvida. Aliás é essencial na prevenção de doenças cardiovasculares na mulher; pois esta é a maior causa de morte para as mulheres acima dos 60.
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Mas, em vez de ser a base da estratégia de treino ou uma ferramenta para “queimar comida”, o ideal é usá-lo para melhorar a saúde cardiovascular;
e colocar o músculo em primeiro lugar quando o objetivo é melhorar a composição corporal.
Caminhadas, caminhadas na natureza, movimento de baixa intensidade… tudo isso pode ser muito benéfico.
E honestamente, quando fazes treino de força também estás a elevar a frequência cardíaca.
Ou seja, trabalhas duas coisas ao mesmo tempo.
Atenção; fazer cardio porque gostas realmente de determinada atividade também é uma excelente abordagem!
Só não elejas o cardio como a base principal da tua estratégia de treino nesta fase da vida.
Aqui já sabes... encontras clareza, menos confusão ...no Ritmo Certo!



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